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Operação Babel. Adiada leitura do acórdão devido à greve do Ministério Público

Operação Babel. Adiada leitura do acórdão devido à greve do Ministério Público

O ex-vice-presidente da Câmara de Gaia, Patrocínio Azevedo, é um dos 16 arguidos na Operação Babel, agora adiada para maio.

Joana Raposo Santos - RTP /
Foto: Sara Piteira - RTP

A leitura do acórdão da Operação Babel, que deveria ter ocorrido esta sexta-feira, foi adiada para 8 de maio às 9h30 devido à greve do Ministério Público. À saída do tribunal esta manhã, o ex-vice-presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia disse permanecer de "consciência perfeitamente tranquila".

“Só falarei no final do julgamento. Até lá, estou com a consciência perfeitamente tranquila de que nada fiz que prejudicasse Gaia nem os gaienses”, disse aos jornalistas o principal arguido, Patrocínio Azevedo.

O ex-vice-presidente da Câmara de Gaia disse ainda ter a sua vida “completamente adiada e destruída”, mas está confiante de que “a justiça funcionará”.

“Independentemente daquilo que seja o veredito, a minha consciência está tranquila”, insistiu.
Esta sexta-feira compareceram em tribunal os seis arguidos deste processo e os representantes das dez empresas implicadas nesta operação.

A Operação Babel está relacionada com a alegada viciação de normas e instrução de processos de licenciamento urbanísticos em Gaia.
Ex-vice de Gaia esteve 23 meses em prisão preventiva
Patrocínio Azevedo, que esteve em prisão preventiva durante cerca de 23 meses, está acusado pelos crimes de corrupção passiva, prevaricação, participação económica em negócio, tráfico de influência, abuso de poderes, branqueamento e recebimento ou oferta indevidos de vantagem.

Tal como Patrocínio Azevedo, o empresário do ramo imobiliário Paulo Malafaia, o fundador do grupo Fortera, Elad Dror, e o advogado João Pedro Lopes, igualmente arguidos no processo, estão acusados pelos mesmos crimes.

A estes quatro arguidos juntam-se ainda a antiga diretora municipal de Urbanismo e Ambiente de Gaia Luísa Aparício e o economista Jordi Busquets, ambos acusados de corrupção e prevaricação, e mais dez empresas.

Em causa está a suposta viciação de normas e instrução de processos de licenciamento urbanístico em Vila Nova de Gaia em favor de promotores associados a projetos de elevada densidade e magnitude, pelo menos até 2022, estando em causa interesses imobiliários na ordem dos 300 milhões de euros, mediante a oferta e aceitação de contrapartidas de cariz pecuniário.

c/ Lusa
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